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Vosuni

Vosuni

Uma plataforma em que o aluno diz o que quer aprender e a IA gera um curso sob medida, aula por aula. Aqui está como construímos: o problema, a stack, como a IA entra, as decisões e o que aprendemos.

IA Generativa Produto educacional Criador de Conteúdo
Conhecer o Vosuni north_east

Termos técnicos aparecem como um link pontilhado — como . Clique em um para a explicação em linguagem simples.

1O problema

Um curso é feito uma vez e servido igual para todo mundo. Mas duas pessoas que querem aprender o mesmo assunto quase nunca partem do mesmo ponto nem querem chegar à mesma profundidade. Um curso único desperdiça o tempo de quem já sabe parte e perde quem está começando.

Queríamos inverter a ordem: em vez de a pessoa se adaptar a um curso pronto, o curso é construído em torno da pessoa. O aluno descreve o que quer aprender, e a plataforma gera um curso sob medida a partir disso — o artefato que o Vosuni cria é um curso de verdade, com suas aulas, tópicos e quizzes.

2A stack

"Stack" é a palavra para o conjunto de peças de software que sustentam um produto — a base em que ele roda, as ferramentas prontas que ele reaproveita e o código sob medida por cima. Vamos percorrer a do Vosuni, porque as escolhas explicam muito do produto. O princípio-guia foi simples: não reinventar o que já funciona. Veja o termo para a versão em linguagem simples.

A base é o WordPress funcionando como — ele cuida das contas e da estrutura do site. Por cima vem o LearnDash, um maduro que já modela os objetos de aprendizado de que precisamos: cursos, aulas, tópicos e quizzes. Escolhemos essa dupla de propósito: uma plataforma de cursos como o LearnDash já sabe guardar e acompanhar esses objetos, então não precisamos reconstruir essa fundação. Uma terceira peça, o BuddyBoss, adiciona a camada social e de interface, incluindo um modo de foco estilo Duolingo.

A stack do Vosuni em camadas Uma base reaproveitada — WordPress mais a plataforma LearnDash e BuddyBoss — com a nossa camada sob medida de cinco plugins construída por cima. NOSSA CAMADA SOB MEDIDA ↑ BASE REAPROVEITADA ↓ por cima
Não reinventamos a base: WordPress e uma plataforma de cursos madura () ficam embaixo. Por cima construímos a nossa camada sob medida — cinco , cada um com uma função. Toque em qualquer bloco para ver o que ele é/faz.

Sobre essa base construímos nossa própria camada, dividida em cinco — cada um com uma função, mostrados no diagrama acima. Manter cada capacidade como seu próprio plugin nos deixa evoluir uma sem mexer nas outras.

A geração em si roda sobre na nuvem. Então a stack tem duas metades: uma fundação consolidada para os cursos, e uma camada sob medida que transforma uma intenção num curso feito à medida.

3Como a IA foi usada

A IA não é um chatbot grudado num curso — ela é o motor que constrói o curso, e trabalha numa ordem deliberada. Toque em cada passo para ver o que ele faz.

Como a IA constrói um curso, passo a passo antes de qualquer conteúdo
A ordem é deliberada: o roadmap (passo 5, em destaque) é desenhado antes de escrever qualquer aula (passo 6). Decidir o caminho inteiro primeiro mantém o curso coerente.

Tudo isso roda sobre vários provedores de IA atrás de uma porta só, com o (rodando o Claude) como motor padrão; quem quiser mais controle pode conectar a própria chave (). Quando ajuda, a IA também pode ancorar as aulas em fontes reais da web e mostrar citações — fundamentando o conteúdo em vez de inventá-lo.

4Principais decisões

Gerar um curso sob medida em vez de vender um catálogo. Teria sido mais simples oferecer um catálogo de cursos prontos. Escolhemos o caminho mais difícil — a IA gerar um curso por pessoa — porque é justamente o ponto do produto. O Vosuni é um criador de cursos, não uma loja de cursos. Um curso construído em torno de onde você está vale mais do que um genérico que você mesmo tem que adaptar.

Reaproveitar uma plataforma de cursos madura em vez de construir uma. Em vez de inventar nossa própria forma de guardar cursos, aulas e progresso, nos apoiamos no WordPress e num consolidado. Os objetos de aprendizado já estavam modelados ali, então pudemos gastar o esforço na parte que de fato é nova — a IA que gera o curso — e não em encanamento que já existe.

Desenhar o roadmap inteiro antes de escrever uma única aula. É tentador deixar a IA escrever a aula 1, depois a 2, depois a 3. Decidimos o oposto: a IA primeiro desenha o caminho inteiro, depois preenche. O raciocínio é coerência — um curso planejado como um todo se sustenta muito melhor do que um improvisado aula a aula.

IA disponível por padrão, com a opção de usar a própria chave. A IA vem disponível por padrão, então qualquer pessoa pode usar a plataforma sem configuração. Para quem quer mais controle, existe a opção de . A maioria nunca precisa mexer nisso — está lá para quem quiser, não é uma barreira para quem não.

5Sendo mais técnico…

Esta seção é para quem quer olhar por baixo do capô. Nada aqui é necessário para entender o produto — mas as decisões daqui são as que fizeram o resto funcionar de verdade.

Tabelas custom para o grafo de skills. Uma plataforma de cursos sabe guardar cursos e aulas, mas não faz ideia do que é uma "skill", um "pré-requisito" ou um "reforço". Então criamos nossas próprias para isso: uma para as skills e seus níveis, uma para as relações entre skills, e uma para onde cada aluno está em cada skill. Essas relações são as arestas do , mostrado abaixo.

Um mini grafo de skills Uma skill-alvo central. Duas skills de pré-requisito apontam para ela com setas sólidas (vêm antes). Duas skills de reforço se ligam com linhas tracejadas (a fortalecem). Pré-req. A Pré-req. B Skill-alvoskill Reforço C Reforço D vem antes reforça
Um pré-requisito vem antes (seta sólida); um reforço fortalece pelo lado (seta tracejada). Registrar essa diferença é o que exige as tabelas custom do .

Uma porta só para toda a IA. Toda feature de IA — gerar um curso, achar um vídeo, escrever um exercício — passa por um ponto central, uma fachada. O código que cuida da lógica do produto nunca fala com um provedor direto; ele pede à fachada, e a fachada decide qual provedor, modelo e chave usar. É isso que deixa trocar o pela chave própria de alguém sem reescrever nada. Cada pedido ao provedor sai por uma , a forma padronizada de dois sistemas conversarem.

Roadmap primeiro, estado travado, depois hidratar. A gente gera o roadmap inteiro e o trava antes de preencher qualquer aula. Por que nessa ordem? Porque gerar conteúdo é a parte cara, em tempo e em custo. Se o plano ainda está mudando enquanto as aulas são escritas, você acaba com um curso incoerente e geração desperdiçada. Decidir o plano uma vez, congelá-lo e só então gastar esforço no conteúdo mantém o curso coerente e o trabalho sem ser jogado fora.

Um leitor de JSON tolerante. A gente pede ao para responder num formato de dados estrito (JSON) para o sistema conseguir ler. Na prática, os modelos costumam embrulhar ou cortar essa resposta — adicionando formatação extra em volta ou cortando no meio. Em vez de brigar com o modelo, construímos um leitor tolerante que desembrulha e conserta a resposta antes de usá-la. É uma decisão pequena que, no silêncio, evita muitos cursos quebrados.

6Aprendizados

Gerar um curso inteiro leva tempo, e pedir que a pessoa encare uma tela de carregamento por minutos não funciona. O aprendizado: quebrar o trabalho pesado em passos pequenos e mostrar o progresso acontecendo, para a espera parecer algo sendo construído, não uma tela travada.

A ordem em que você faz as coisas muda o resultado. Aprendemos na marra que alguns passos só funcionam se acontecerem antes de outros — um detalhe invisível no produto final, mas que decide se ele funciona. Construir com IA é menos sobre o prompt e mais sobre o fluxo em volta dele.

E um princípio de produto que levamos adiante: a opção avançada nunca deve atrapalhar o caminho simples. Recursos poderosos para poucos não podem virar atrito para muitos. Respeitamos a privacidade e a LGPD mantendo o padrão simples e os extras opcionais.

Stack

É o conjunto de peças de software que sustentam um produto: a base onde ele roda, as ferramentas prontas que ele reaproveita e o código próprio por cima. Falar da stack de um produto é dizer com o que ele foi construído e por quê.

CMS

CMS é a sigla em inglês para sistema de gestão de conteúdo: o software que guarda usuários, páginas e conteúdo e deixa administrá-los sem programar do zero. No Vosuni, o WordPress faz esse papel — é onde ficam as contas e a estrutura do site.

LMS

LMS é a sigla em inglês para sistema de gestão de aprendizagem: o software que organiza cursos, aulas, tópicos, quizzes e o progresso do aluno. O Vosuni usa um LMS maduro (LearnDash) como base, em vez de reinventar essa estrutura do zero.

Plugin

É um módulo que se encaixa numa base existente para adicionar uma capacidade nova, sem reescrever a base inteira. No Vosuni, cada parte sob medida — gerar o curso, a navegação, a prática, o acesso — é um plugin que se conecta ao WordPress e ao LMS.

IA generativa

É a inteligência artificial que cria conteúdo novo — texto, explicações, exercícios — em vez de só classificar ou buscar algo pronto. É o tipo de IA por trás de ferramentas que escrevem e respondem. No Vosuni, é ela que redige as aulas e monta os testes.

Grafo de skills

É um mapa de habilidades ligadas entre si por relações. No vocabulário técnico, cada ligação é uma aresta (edge): umas dizem o que vem antes (pré-requisitos), outras o que reforça. Em vez de uma lista solta, é uma rede que mostra a ordem natural de aprender — e por isso precisa de tabelas próprias no banco para ser representada.

Amazon Bedrock

É um serviço de nuvem da Amazon que dá acesso a modelos de IA de vários fornecedores por uma porta só. No Vosuni, é por ele que roda, por padrão, o modelo Claude que gera os cursos — sem o aluno precisar configurar nada.

LLM

LLM significa "modelo de linguagem grande" — o motor de IA treinado para gerar texto, como o que escreve as aulas. Um detalhe prático: às vezes ele devolve a resposta "embrulhada" (com marcações extras em volta), e por isso o sistema precisa de um leitor tolerante que desembrulha esse texto antes de usar.

Usar a própria chave de IA (BYOK)

BYOK vem do inglês "traga a sua própria chave". É a opção de a pessoa conectar a própria conta de um serviço de IA no lugar de usar a da plataforma. Quem quiser mantém o controle do próprio uso; quem não quiser nem precisa saber que a opção existe — a IA já vem disponível por padrão.

API

API é a forma padronizada de dois sistemas conversarem: um pede algo seguindo um formato combinado e o outro responde no mesmo formato. É assim que o Vosuni fala com o serviço de IA na nuvem para pedir que um texto seja gerado.

Tabela custom

Num banco de dados relacional, os dados moram em tabelas — como abas de uma planilha, com linhas e colunas, que se referenciam por códigos. Uma tabela custom é uma tabela criada sob medida para um dado que a base pronta não sabe guardar; no Vosuni, foi preciso criar tabelas próprias para representar o grafo de skills.

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